sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Jambocks! no QG do Omelete


Mês passado, como eu faço há 5 anos, passei uns dias em sampa para ver o Festival de Curtas (vi 80 filmes esse ano). Como eu estava com um poster do Jambocks! sobrando, resolvi levar pro pessoal do Omelete. Cheguei no final do expediente, mas só o Erico Borgo não estava. Batemos um papo rápido e fui embora. Não sem antes passar por uma mini-aventura atrapalhada (que eu conto depois). Os caras foram muito bacanas e a estagiária Carina Toledo é uma gracinha.


Não parece uma dupla de comédia? O Hessel é o que se mete nas encrencas, sem dúvidas.




Ah, e assista aqui à um divertido episódio do Omeletv...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Seminário sobre o Proac

Clique aqui e veja como foi o seminário no Centro Cultural da Juventude.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Seminário sobre o Proac


Vou estar amanhã e sexta no Centro Cultural da Juventude em sampa pra falar sobre o Proac e o projeto em si...
Quem estiver interesado veja aqui como chegar lá.
Abaixo vai a descrição:
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IV Seminário Juventude e Políticas Públicas: Incentivos Culturais em Debate

O seminário abordará os fomentos culturais disponibilizados pelas três esferas de governo, promovendo encontros com seus responsáveis e com grupos já contemplados.

Ações pós fomentos: sustentabilidade para os grupos
Dia 17/09, 10h
Palestrantes: Leila Novak – Instituto Papel Solidário
Grupo: Gastromotiva.

Programas Municipais de Fomento: teatro, cinema, dança e iniciativas jovens
Dia 17/09, 14h
Palestrante: Maria do Rosário
Grupos: Frente 3 de Fevereiro, Cia Sansacroma e Humbalada.

Programa de Ação Cultural – ProAC – Secretaria Estadual de Cultura
Dia 18/09, 10h30 Palestrante: Antonio Rocha
Grupos: Associação Cultural e Educacional Movimento Hip Hop Revolucionario (MH2R), Celso Menezes e Capulanas Cia de Arte Negra.

Programas Federais de Incentivo à Cultura
Dia 18/09, 14h
Palestrante: Heloize Campos
Grupos: Nossa Tela, Ponto de Cultura Cedeca Interlagos e Robson Bonfim.

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sábado, 12 de setembro de 2009

A trabalheira de se fazer um único quadro


01 - Como o nosso trabalho é baseado em fatos históricos tentamos sempre que possível deixar a história do Jambocks! o mais parecido possível com o que realmente ocorreu. Neste caso a ação vai se passar num local e de uma forma muito parecidas ao relatado no livro "O Brasil na Mira de Hitler", de Roberto Sander.

02 - Para mostrar o processo de como é feito,vamos nos ater apenas ao primeiro quadro da 2a. página da história. No caso o roteiro mostra uma determinada ação (no caso dois amigos comentando algo sobre um terceiro amigo).

03 - Baseado nisso o Felipe faz um rascunho. Em detalhe a ação descrita anteriormente, dos amigos conversando.

04 - O Felipe tira uma foto de amigos e conhecidos na posição indicada no rascunho e com a iluminação necessária. Neste caso nós conversamos muito e decidimos que esta sequência deveria ser iluminada (e posteriormente colorida) num tom mais amarelado. (Curiosidade: o de chapéu é o próprio Felipe).

05 - Procuramos referências da época, já que o livro se passa na década de 40. No caso esta foto de uma data muito próxima a passagem da história. Além de roupas pesquisamos cenários, objetos, paisagens...

06 - O Felipe dá uma aprimorada no esboço e depois desenha toda a página com riqueza de detalhes. Esta foto é a do esboço aprimorado (Não tirei foto da página desenhada).
07 - Depois de desenhar a página,Felipe a pinta com pincel. Agora falta scanear e letreirar e, dependendo do caso, balancear as cores.

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

HQ Mix 2009 - parte 2


Caso vocês não se lembrem, o do meio é o Cláudio, editor da Zarabatana.

Gabriel Bá papeia com o Cláudio.

O Spacca e o Gilmar, sempre simpáticos, também estavam por lá.

Eu acabei não dizendo o que fui fazer no HQ Mix... eu e o Cláudio (o editor da Zarabatana) fomos distribuir um mini-poster com a imagem promocional do projeto que está há uns posts atrás. Entregamos pra várias pessoas bacanas. Entre elas pro Serginho Groissman, pro Rafael Grampá, pro Gabriel Bá, pro Cassius Medauar (ex-Pixel) e pro sósia do Danilo Gentili (mas agora sem barba) Paulo Ramos do Blog dos Quadrinhos.

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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

HQ Mix 2009


No último dia 21 de agosto rolou no Sesc Pompéia, em sampa, o 21º HQ Mix. Foi o primeiro que eu fui (o evento é aberto a qualquer pessoa) e presenciei alguns discursos bacanas. Em um deles o homenageado falou da necessidade de criar um novo público e então fiquei com a nítida impressão que eu era o único ali que estava no evento pela primeira vez. Vamos ver se novidades como o Proac nãoajudam a criar este novo público?
De resto, o Serginho Groissman mostrou que realmente entende do negócio e ajudou alguns vencedores a não passar vergonha na frente de todos (um deles por exemplo agradeceu o troféu e saiu sem dizer mais nada. O Serginho chamou-o de volta para explicar quem era, o que fazia etc.). A dinâmica de ter uma banda no palco também é uma coisa bem legal. E a banda Altas Horas (do programa da Globo) deu conta do recado muito bem.
A lista dos ganhadores e o que rolou no evento estão aqui!
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sábado, 5 de setembro de 2009

Valeu Antônio também...

Não poderia esquecer de agradecer o Antônio também por sua ajuda. E note como ele ficou... ahn... "feliz"... ao contracenar com o Adê...
Valeu, Antônio!
Abração!

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Fotos para o projeto








Voltei essa semana de uma viagem de 3 semanas. Muitas coisas bacanas e importantes pro projeto aconteceram nestas semanas. A primeira foi que fui para Itanhaém tirar umas fotos do meu amigo Adê para o projeto. Ele posou como um dos personagens e garfo posou como Max, o protagonista da história. Estas aí são algumas das dezenas de fotos que tiramos.
Valeu, Ade!
Valeu, garfo!
Abração ;)
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domingo, 23 de agosto de 2009

Primeira imagem oficial


Foi lançada em São Paulo, na 21a. edição do HQ Mix, a primeira imagem promocional do livro. A Zarabatana imprimiu um mini-poster e distribuiu para alguns presentes. Eu estava lá e tirei algumas fotos, que depois posto aqui.
Espero que gostem.
Abração!
Obs. Esta imagem na verdade é uma página que faz parte da história, não foi criada com a intenção de ser poster

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Esse é o novo Twitter!


Primeira imagem

A primeira imagem do projeto será divulgada hoje no HQ Mix (não no palco).
Logo que coloco ela aqui também ;)
Abração!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Blog do ProaC HQ

O Blog do PAC também mudou de nome e endereço... agora é "blog do ProaC HQ". Clique aqui pra relembrar quais são os outros 9 projetos que ganharam o concurso junto com o "Jambocks!" ano passado.

Jambocks!

Pois é... este é o nome final do livro...
E o novo nome do blog também.
O "22 de Abril" é uma data importante - a mais importante - na aviação de caça. Mas na nossa história, embora apareça com certo destaque, não foi o suficiente para justificar o nome do livro.
Abração!

Vortemos!

Após um longo inverno (literalmente), volto a postar.
Nesses meses que se passaram eu continuei a pesquisa e escrevi o roteiro. A pesquisa foi complicada às vezes porque o mesmo fato era narrado de várias formas diferentes, algumas vezes até pela mesma pessoa. Infelizmente é assunto demais pra pouco prazo. Muita coisa bacana vai ficar de fora mas o principal vai estar lá. E nós estamos pensando em fazer uma versão ampliada daqui há uns anos.
Quanto ao roteiro, ele está 90% pronto. Fui fazendo e debatendo com o Felipe passo a passo. Ele já começou a fazer os layouts e tirar umas fotos. Pra quem não sabe o Felipe faz o layout, junta as referências que aparecem na imagem (por exemplo decoração de época), tira foto de pessoas na mesma posição e com a iluminação adequada, desenha e depois pinta. Dá um baita trabalho, mas o resultado é incrível. Depois eu vou postar aqui esse processo.
Pra compensar um pouco essa demora, pelos próximos dias vou postar a primeira arte promocional do livro. Ela tá aqui prontinha, então é só esperar mais uns dias.
É isso...
Abração!

No more "22 de Abril"

Ah, e o nome do projeto (e consequentemente do blog) vai mudar. Aguardem.

Armadilhas



O Eduardo Nasi do Universo HQ fez uma resenha muito interessante do álbum lançado pela Imprensa Oficial, "Revolução Constituionalista de 1932 em Quadrinhos", do Maurício Pestana. Vale como alerta para que projetos como este aqui mesmo não caiam em armadilhas e truques "fáceis".
Leia aqui o que ele disse...
Obs. Já o Paulo Ramos lembrou em seu blog que foi uma obra encomendada com o caráter didático. Infelizmente a palavra "didático" ainda costuma ser sinônimo de "literal", o que costuma resultar em obras bem... chatas.


Os kits do Felipe



Lembram-se que em fevereiro o Felipe comprou uns kits dos aviões P47s? Pois 5 meses depois o Roberto, irmão dele, os entregou do jeito que vocês estão vendo nas fotos... PER-FEI-TOS!
Por coincidência a maior cena de ação do livro vai envolver justamente esses dois aviões (Ao todo foram 49 aviões usados pelos brasileiros).

Kits do Felipe





quarta-feira, 27 de maio de 2009

Intervalo comercial: Pyongyang



Se você está acompanhando o noticário dos últimos dias com certeza está lendo bastante o nome "Coréia do Norte". Se você não tem noção de onde é ou como é viver lá, leia Pyongyang. Se quer saber um pouco mais sobre o livro, leia aqui uma resenha do Universo HQ (Quatro balões e meio é a cotação) ou aqui uma resenha do jornal O Globo (para o qual o álbum é "obrigatório").

Se você quiser comprar o livro (R$30), clique aqui.. e se você quiser dar uma fuçadinha em algumas páginas, clique aqui.

Duas curiosidades: o autor canadense Guy Delisle deve vir este ano ao Brasil como convidado do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte.
E o livro é da Zarabatana, a editora do projeto 22 de Abril.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Sessões de fotos - parte 1

Este "bolachão" com o símbolo da caça brasileira fazia parte do "cenário" do almoço em comemoração ao 22 de Abril. Quando o evento terminou o Fernando Mauro disse "Quer pra você? Pode pegar!". Fiquei super feliz imaginando-o no meu quarto e corri pra pegar. Só quando estava com ele em mãos que pensei "peraí.. como vou levar isso pra São Paulo?". E acabei deixando por lá mesmo.

Palestra sobre a "Red Flag", uma simulação de combate entre aviões que ocorreu nos EUA ano passado e contou com a participação de brasileiros. Depois houve também uma palestra sobre a situação atual dos pilotos de caça no Brasil.

Vista do Clube da Aeronáutica, ao lado do Aeroporto Santos Dumont.


Miranda Correa, um dos únicos brasileiros que pilotaram na Itália e que ainda estão vivos olha o projeto 22 de Abril e tenta identificar os companheiros nos desenhos do Felipe.



Brigadeiros Meira e Rui e eu. Os outros dois únicos pilotos ainda vivos. O Rui escreveu a "bíblia" sobre a participação da Força Aérea Brasileira na 2a. guerra, o livro "Senta a Pua". Contei a eles as idéias para o livro e os dois aprovaram na hora, o que foi um grande alívio já que o livro não vai ser contado pelo ponto de vista de um piloto. Achei que talvez eles não gostassem disso, mas eles me apoiaram 100%. Inclusive depois acabei passando uma tarde conversando com o Meira em sua casa, uma honra imensa pra mim.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Rio parte 3 - Primeiro Contato

O primeiro evento que fui foi um almoço para comemorar o 22 de abril. Pra quem não leu os posts anteriores, 22 de Abril foi a data que os pilotos brasileiros empreenderam a maior quantidade de ataques no mesmo dia (até então) durante sua participação na 2a. guerra. Mais tarde esse dia ficou conhecido como o Dia da Caça no Brasil. E desde então não só essa data é comemorada como a semana inteira é conhecida como a "Semana da Caça" e tem diversos eventos.

O almoço foi no Clube da Aeronáutica, do lado do Aeroporto Santos Dumont. Aliás, era bem legal (e um tanto assustador) ver aqueles aviões pousando ali pertinho e praticamente sem espaço nenhum. Inclusive ao que me parece a base Aérea de Santa Cruz que falei anteriormente e que fica afastada de tudo, provavelmente se tranformará em aeroporto comercial num futuro próximo. Mas pra quem não é do Rio ou não conhece lá, esse é um dado irrelevante.

Além dos aviões pousando ali do lado, a vista era bem interessante, de frente à ilha fiscal, onde D. Pedro deu a última festa antes de voltar pra Portugal (pelo menos todo mundo que eu conhecia dizia isso.. rs). Além do restaurante (na verdade, dois: um no andar térreo e outro no andar de cima) do lado de fora tem um deckzinho gostoso pra tomar uma cerveja num entardecer. Coisa, que aliás, acabei fazendo depois do almoço.

Antes de ir pro Rio mantive um contato virtual com duas pessoas: O Fernando Mauro e o Luis Gabriel. O Fernando Mauro estava escrevendo um livro sobre o Rui (o piloto que escreveu o livro "Senta a Pua!", base de praticamente tudo que existe sobre o 1o. Grupo de Caça) e o Luis Gabriel é o administrador do melhor site brasileiro sobre o assunto, o www.sentandoapua.com.br . Estava mesentindo um tanto deslocado e e intimidado por ver as figuras que eu só conhecia em livro ali, na minha frente.  Mas aí vi o Luis Gabriel que logo me apresentou ao Fernando Mauro que, com seu jeito, digamos, expansivo foi logo me abraçando e dizendo "Seu filho da puta!!!". 

Daí em diante foi um festival de "olha.. aquele ali é o fulano de tal.. ele que fez tal coisa... aquele ali é tal.. ". Fiquei na mesa do Fernando Mauro com o neto do piloto Kopp e sua noiva e um fã desse pessoal, que era o Mário e estava ali só pra contemplar. Tinha mais um pessoal que não me recordo quem era. Eu levei uma cópia do projeto e deixei sobre a mesa e toda hora alguém vinha dar uma olhada. Até que finalmente fui apresentado para os dois pilotos presentes: o Brigadeiro Rui e o Brigadeiro Meira. Foi uma grande emoção. 

Dos 49 pilotos que lutaram eles são dois dos três que estão vivos (o outro é o Miranda Correia) e são dois dos que tiveram presença mais marcante na guerra. Então mostrei o projeto pra eles. O Rui gostou, mas infelizmente ele não estava muito legal esse dia. Ele tinha tomado muito remédio e dava pra perceber que estava um tanto confuso. Foi triste pra mim vê-lo naquele estado, mas no outro almoço que teve uma semana depois ele estava muito melhor,o que me deixou aliviado. Já o Meira estava bem conciente e parecia encantado com a arte do Felipe. Ele olhava as páginas e dizia "Esse aqui era tal,esse era tal.. ". Lá mesmo trocamos e-mails (aparentemente ele é o mais ligado em novidades da turma e acessa a internet frequentemente). Acabei marcando de ir na casa dele entrevistá-lo.

Quando quase todos já tinham ido embora (foram veteranos e seus familiares, além de militares da aeronáutica dos tempos atuais), o Fernando Mauro nos arrastou para o deck e fomos obrigados a tomar diversas cervejas. Ficamos lá até anoitecer, com o Fernando contando várias histórias. Além do neto do Kopp e sua noiva, estavam presente um amigo deles fotógrafo, o Mateus Rocha (que teve uma relação de pai e filho com o piloto Rocha mas não eram parentes apesar do mesmo sobrenome) e um amigo, os dois de Araraquara e o Carlos Nesti, de Curitiba, filho de veterano. Percebo agora que o relato de minha viagem vai soar pedante para muitos de vocês, pois às vezes vai parecer que é apenas um exercício de memória meu e um registro pessoal para a posteridade. E o é.

Ficamos lá até sermos expulsos (aí entendi porque os funcionários bateram a mão na cabeça e disseram "ele, não.." quando viram o Fernando Mauro) e depois ainda demos uma esticada num boteco (eu, o Fernando e o Nesti). Inclusive foi interessante porque lá percebi o quanto o Rio é permeado de turistas. Tinha vários por perto,  sendo que no boteco tinha uma mesa fora cheia deles. Jovens de vinte e poucos anos vindos de algum lugar da Europa, provavelmente. Na hora que fui pagar a conta o dono do bar disse "não precisa, eles já pagaram". Não entendi, mas fui agradecer. Eles não tavam nem aí... Aparentemente eles deram uma nota de 100 e o dono do bar não tinha troco.. aí eles disseram "pague as cervejas daqueles ali então". Um dia, quando eu for ao Zimbábue, farei o mesmo. 

E assim terminou a primeira noite importante da viagem. Eu estava quebrado, mas com a sensação do dever cumprido. E esperando ansiosamente o próximo evento: a solenidade na base de Santa Cruz, com a presença dos veteranos e do avião P47 que eu só conhecia por fotos desde o começo do projeto, mas nunca tinha visto pessoalmente.

Rio parte 2 - A chegada

Devido ao feriado de Tiradentes as passagens aéreas para ir ao Rio naquele fim de semana se esgotaram rapidamente. Por isso não pude ir na Ópera do Danilo. A Ópera do Danilo é uma encenação sobre a fuga que o então piloto Danilo Moura empreendeu através da Itália,em território inimigo, após ser abatido. 

Cheia de aventuras e momentos cômicos ela inspirou, lá na Itália mesmo, os pilotos a comporem uma ópera para contar essa história (eles estavam influenciados por apresentações de óperas que tinham assistido por lá na mesma época).
Desde então, há mais de 60 anos os pilotos do grupo de caça atuais encenam essa ópera todos os anos. Mas, infelizmente não cheguei à tempo de assistir a apresentação deste ano.

De qualquer forma, como a apresentação é na Base Aérea de Santa Cruz, que é beeem longe do centro do Rio, os veteranos também não tinham ido esse ano (era longe, terminava tarde e a saúde deles não é mais aquela de antes). Me conformei um pouco.

Cheguei de madrugada na rodoviária e quando fui dormir (fiquei na casa de um amigo em Copacabana) o dia já tinha amanhecido. Mas eu acordei algumas vezes assustado com altos barulhos de avião. Pensei "Não sabia que tinha um aeroporto aqui do lado". Só mais tarde, ao assistir ao telejornal, descobri que na verdade eram caças comemorando a semana da caça com manobras na praia de Copacabana. Pena que não vi nada...

A Viagem pro Rio - parte 1

Voltei!
Já faz quase 2 semanas, mas andei gripado e ocupado. Mas cá estou eu com o intento de normalizar as coisas.
Vamos lá,então.
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A viagem pro Rio foi extremamente importante para o projeto. Por 3 motivos:
1 - Conhecer o pessoal ligado ao tema e ter o aval deles
2 - Ouvir as histórias de bastidores, que não são contadas nos livros
3 - Me dar mais tranquilidade e propriedade pra falar sobre o tema

Algumas das melhores coisas que acontecem quando a gente viaja são as coisas não-planejadas. É aquela pessoa bacana que você conhece, aquele lugar que não estava no roteiro e acaba sendo melhor que os do roteiro, aqueles detalhes que te surpreendem andando pelas ruas. E minha viagem teve um pouco de tudo. A começar pelo pessoal ligado ao grupo de caça. Assim que cheguei fui em um almoço que comemora o Dia da Caça, 22 de Abril. 

Lá, de cara, me dei bem com todo mundo. Estava nervoso e deslocado, mas ao ser apresentado para meus amigos cariocas com os quais só tinha um contato virtual, Fernando Mauro e Luis Gabriel, tudo começou a mudar. É bem verdade que devido ao nervosismo não saboreei devidamente a bacalhoada presente ou consegui registrar os momentos apropriadamente. 
Eu levei uma filmadora, uma câmera digital e uma análogica profissional, com 3 lentes... então era uma bagunça pra eu decidir o que usar, trocar as lentes e às vezes quando ia ver o momento já tinha ido. Fora que além de registrar eu tinha que me apresentar, conversar, entrevistar etc.. Acabou que voltei com mais de 7 horas de video e centenas de fotos, mas o que tem de coisa fora de foco...

Mas o importante mesmo foi o fato de eu estar lá e conhecer essas pessoas. Nos posts seguintes vou falar um pouco sobre como foi.. 


quinta-feira, 23 de abril de 2009

Entrevista com o Felipe em blog

Nosso amigo Antônio fez uma descontraída entrevista com o Felipe sobre a convenção americana. Clique aqui pra ler.
Valeu, Antônio.

domingo, 19 de abril de 2009

Felipe no Stand da Avatar



Camisa bacana, né?
Os posters atrás são de artes dele pra nova hq do Warren Ellis, Ignition City.
E tomara que ele tenha conseguido uns autógrafos de uns artistas pra mim (Steve Rude, Stuart Immonen, Chuck Dixon).
Aqui no Rio... bem, depois eu posto como está aqui.
Abração!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Hasta Luego!

Poucas horas após essa foto o Felipe embarcou para os Estados Unidos. E eu estou indo agora pro Rio. Já a Maia vai ficar em Mogi Mirim mesmo.
Abração!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Matéria da Mundo

Quando esta nota saiu na Mundo dos Super-Heróis há mais de 2 meses, o Antônio pediu pra eu escanear e colocá-la aqui. Eu argumentei que não podia por questões de direitos autorais. Ocorre que o André Morelli , que escreveu a nota, me autorizou a publicá-la assim que soube do ocorrido. Eu havia esquecido e acabei de me lembrar...
E a nota é justamente sobre o trabalho que o Felipe está indo lançar lá fora (aliás ele acabou de confirmar que chegou o Visto pra ele).
Valeu, André !!!
E boa viagem, Felipe!!!

Sumiço

Pois é, meus amigos. Dei uma sumida. Mas é por um bom motivo.
Eu e o Felipe estávamos nos preparando para viajar. Nós íamos para o Rio de Janeiro participar das comemorações do dia 22 de Abril, conhecer museus, entrevistar veteranos... só que o Felipe recebeu um convite para ir aos states lançar sua Graphic Novel "Light of Thy Contenance" num evento e provavelmente não voltará à tempo de participar das festividades...
Ele deve ir nesta 5a. e eu, na 6a.
Depois eu conto como foi...
Abração!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Influências Quadrinhísticas



Não me lembro qual foi a primeira hq que eu li... Possivelmente Tintin, já que meu pai tinha a coleção completa (inclusive algumas danificadas por mim, numa idade em que provavelmente as palavras não faziam tanto sentido quanto rasgar páginas).Lembro do Spirit... mas acho que eu mais olhava do que lia.De fato, a lembrança concreta mais antiga que eu tenho de ler quadrinhos pra valer foi quando eu fui operado quando tinha uns 10 anos, acho, e meu tio levou algumas revistas da Disney. À partir daquele momento fui fisgado.Um tempinho depois meu amigo Sidney me mostrou uma revista do Super-Homem, mas me senti enjoado e não me interessei por heróis. Pensando agora deve ter sido porque ele me mostrou a revista no ônibus a caminho da escola e eu tenho enjôo quando leio em movimento.

O fato é que por vários anos eu só lia Disney ou uma coisa outra diferente como o Menino Maluquinho e As Aventuras dos Trapalhões (Eu lembro que gostava da Turma da Mônica quando era da Editora Abril mas depois que foi pra Globo perdeu a graça pra mim).Se você lê hqs infanto-juvenis sabe que raramente elas são creditadas e isso faz com que qualquer história que você leia tenha sido "escrita" e "desenhada" e, porque não, "colorida" pessoalmente pelo Walt Disney e pelo Maurício de Souza.

Hoje em dia isso está mudando (ainda bem) mas se você cresce lendo essas histórias você não sabe quem as fazem.Então, num belo dia, eu fui visitar minha vó e passei na banca antes, como de costume. Eu não gostava muito de ir lá porque era meio longe e as pessoas falavam sobre pessoas e assuntos que não me interessavam. Então, quando passei na banca, resolvi comprar algo pra ler na casa da minha vó. Olhando os títulos vi que já tinha todos que me interessavam. Então um outro me chamou a atenção. Era a edição de número 100 do Homem-Aranha. Uma edição especial, que vinha com algum brinde tonto (um calendário, se não me engano) mas com uma capa um tanto chamativa: "O Casamento do Homem-Aranha".Resolvi dar mais uma chance para os heróis e comprei a revista.

Devorei ela na deliciosa cama de colchão de mola da minha vó e quis ler mais sobre esse herói tão divertido (naquela época ele era um cara divertido ainda, não esse maníaco depressivo de hoje em dia).Por sorte um cara estava se desfazendo de todas as coleções de heróis dele e colocou um conhecido meu para vendê-la. Eu aproveitei a deixa e fiz a festa. Ainda mais que eu "engambelava" meu amigo e no final acabava comprando duas pelo preço de uma.Virei fanático pelo Aranha. Mas só por ele. Até que um dia eu vi a revista do Hulk número 106. O Aranha estava na capa com o verdão (que na época era cinza).

Quando acabei de ler a história fiquei encantado. Adorei o texto. Porém, ao contrário do que eu lia até então, os heróis vinham com os créditos dos artistas. Foi aí que encontrei minha primeira influência super-heroística: Peter David. A partir desse momento comecei a prestar atenção nos créditos e depois de um tempo isso era mais importante do que os personagens. Qualquer coisa que o Peter David ou o John Byrne (que tinha as histórias do quarteto publicadas na revista do Aranha) escreviam mereciam ser lidas.

Eu tinha alguns desenhistas preferidos também, claro, mas eu sabia que uma história boa só era garantida quando tinha um bom roteirista por trás.Os anos se passaram (quase 20 desde o Homem-Aranha 100) e hoje eu tenho diversos escritores preferidos. Ou arcos e fases depersonagens que foram bem-escritos.

Tudo isso pra dizer que para este projeto minha maior influência vai ser o Kurt Busiek. Não sua faceta mais "complexa e mirabolante" como quando ele escrevia "Os Vingadores", por exemplo. Mas seu lado mais simples e nostálgico, sem ser simplório ou maniqueísta, como em Astro City, Arrowsmith, Shockrockets e Marvels, claro, que foi um divisor de águas tanto pra mim quanto para o Felipe por motivos óbvios.

Pra quem lê quadrinhos de heróis esse post deve fazer algum sentido.. rs

Abração!Celso

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quarta-feira, 4 de março de 2009

Alan Moore elogia Massafera.. again!


Como foi postado aqui há uns dias, o Alan Moore pediu para o editor do Felipe para dizer que ele gostou muito do trabalho dele. Agora é público.
"Segundo a coluna
Lying in the Gutters, do site Comic Book Resources, Moore teria dito: "A adaptação de Light of thy Countenance por Felipe Massafera e Antony Johnston é provavelmente mais contundente que a história original. Estou imensamente satisfeito"."
A notícia saiu aqui no Brasil pelo maior site de entretenimento brazuca, o Omelete. Dê uma conferida
aqui.
Enquanto isso o Felipe está correndo atrás do passaporte pra ver se consegue ir pra uma convenção de quadrinhos que vai ter daqui há 1 mês na Flórida. E voltar correndo a tempo de ir pro Rio de Janeiro para conversarmos com os veteranos para o nosso projeto.
Abril vai ser um mês punk.
É isso.. Abração!
Celso


Obs. Por aqui está semana está sendo atribulada pra mim. Pra quem não sabe, minha namorada tem uma pequena lanchonete em Mogi Mirim e antes de conseguir a verba para este projeto, eu ajudava ela lá.
Já fazia um tempo que eu estava só me dedicando ao projeto, mas essa semana tivemos problemas com nossas duas funcionárias e eu tô tendo que ir lá..
Mas acho que as coisas se ajeitam nos próximos dias e eu paro de ir.

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